Adoro livros. Adoro ler livros. Adoro mergulhar nas suas histórias e fundir-me nelas. Adoro tudo o que está relacionado com livros. Até adoro estantes. Eu não sou eu se não tiver um livro para ler.
Adoro livros. Adoro ler livros. Adoro mergulhar nas suas histórias e fundir-me nelas. Adoro tudo o que está relacionado com livros. Até adoro estantes. Eu não sou eu se não tiver um livro para ler.
Se do que fui desponta, agora, o que sou. E, se, o que agora sou, carrega dentro o que serei... Se sou semente, flor e fruto, escolho cuidar de mim. Se sou semente, flor e fruto, planto-me em terra fértil, abro-me ao sol e rendo-me à chuva.
Era algo que tinha nascido nela e apenas nela... Era o que Deus, ou o que quer que lhe queiramos chamar, incute em cada alma que recebe a vida. Qualquer coisa singular e inimitável, assim como uma impressão digital, que não tem outra igual à face da Terra."
In Uma Árvore no Céu de Brooklyn
O paradoxo dos vulcões consistia no facto de serem ao mesmo tempo símbolos de destruição mas também de criação de vida. Quando a lava abranda e arrefece, solidifica e, com o tempo, dá origem a solo - um solo fértil e rico.
Nora não era um buraco negro, decidiu. Era um vulcão. E tal como um vulcão, não podia fugir de si mesma. Tinha de ficar ali e cuidar daquele terreno árido.
Podia plantar uma floresta inteira dentro de si."
In A Biblioteca da Meia-Noite, de Matt Haig
... sentiu uma guinada de felicidade. Porque, de certo modo, por vezes a felicidade do momento chega assim: em pequenas guinadas. Como incêndios diminutos que aquecem a alma antes de se extinguirem tão depressa como surgiram."
In Onde tudo brilha, de Alice Kellen
Vim morar num jardim. Não num jardim qualquer. Neste. Onde há flores de pétalas suaves e perfumadas e ervas daninhas de folhas rugosas e espinhosas. Um jardim (im)perfeito. Sim. Escolhi morar nesta terra que me sustenta, nesta pele florida que me molda. Que me convida a sentir. Porque, neste jardim, uma promessa antiga vive nas raízes. Bem me quero, me quero bem. Bem me quero, me quero bem. Fiz dela seiva. Alimento. E é, assim, que a cada dia me cuido, me nutro mais e mais. Sim. (...)
Falta-me o silêncio. Voa-me das mãos. Não. Sou eu que o solto das minhas mãos. Porque tenho medo. Medo do silêncio. Medo do seu poder. É melhor o ruído, entorpece-me os sentidos. Esfria-me a pele. Mas o silêncio teima em pousar-me nas mãos. Quente, doce. Canta. Quer ali ficar. Fazer das minhas mãos a sua morada. Solto-o, tenho medo. E sinto, de novo, o frio. Na pele. Dentro. No coração. Faz-me falta o silêncio. Sim. Falta-me o silêncio. Falta-me a fé.
Como é que se perdoa? Depende. Não existe uma fórmula específica. Há quem nunca o faça, quem leve uma vida inteira e quem só precise de um instante. O importante é perdoar verdadeiramente, sem condições nem expectativas, sem pretensões. Perdoar apenas por ti mesmo, porque precisas disso para continuar. O perdão não é um favor concedido, é um privilégio que te permites. Uma liberdade que não anulará o sofrimento, pois esse ficará dentro de ti e fará sempre parte de ti (...)
Rendo-me. Deponho as armas. Dispo a armadura. Nua e indefesa desço ao abismo. Buraco fundo e escuro. Do chão, erguem-se fantasmas de dores antigas que encontram feridas por sarar. Das sombras, surgem memórias de medos que reforçam o aperto no peito. O tempo perde-se no ar frio que me pica a pele. Nua e indefesa, rendo-me. Entrego-me à escuridão. E no silêncio, a minha Alma preenche-se de sons doces e quentes. Uma voz melodiosa que sussurra promessas de Amor. O seu calor aquece-me de (...)
Dei-te asas de branco puro
mas ainda não aprendeste a voar.
Que gaiola te impede de sair?
Dei-te a noite, a lua e as estrelas
mas não te atreves a sonhar.
Que pesadelos te atormentam?
Dei-te espelhos rendilhados de ouro
mas ainda não sabes quem és.
Que máscaras colocas todos os dias de manhã?
Dei voz ao teu coração
mas ainda não conheces a sua melodia.
Que ruídos insistes em escutar?
Dei-te a liberdade
mas serás tu verdadeiramente livre?
Um sonho pulsa na palma da sua mão. Uma luz brilhante, leve, doce. Na quietude da noite, ela sente o seu calor fluir para dentro de si. É um bálsamo para a sua alma entorpecida. Todas as noites, com o sonho na palma da sua mão, ela acrescenta-lhe uma cor, um cheiro, um toque. Um sabor, uma nota. Enriquecendo-o, nutrindo-o. No seu sonho, a sua vida é colorida, perfumada, quente. É picante, tem melodia. É um sonho tão rico em pormenores, tão vívido, que ela quase se sente a (...)