Adoro livros. Adoro ler livros. Adoro mergulhar nas suas histórias e fundir-me nelas. Adoro tudo o que está relacionado com livros. Até adoro estantes. Eu não sou eu se não tiver um livro para ler.
Adoro livros. Adoro ler livros. Adoro mergulhar nas suas histórias e fundir-me nelas. Adoro tudo o que está relacionado com livros. Até adoro estantes. Eu não sou eu se não tiver um livro para ler.
Se do que fui desponta, agora, o que sou. E, se, o que agora sou, carrega dentro o que serei... Se sou semente, flor e fruto, escolho cuidar de mim. Se sou semente, flor e fruto, planto-me em terra fértil, abro-me ao sol e rendo-me à chuva.
Era algo que tinha nascido nela e apenas nela... Era o que Deus, ou o que quer que lhe queiramos chamar, incute em cada alma que recebe a vida. Qualquer coisa singular e inimitável, assim como uma impressão digital, que não tem outra igual à face da Terra."
In Uma Árvore no Céu de Brooklyn
O paradoxo dos vulcões consistia no facto de serem ao mesmo tempo símbolos de destruição mas também de criação de vida. Quando a lava abranda e arrefece, solidifica e, com o tempo, dá origem a solo - um solo fértil e rico.
Nora não era um buraco negro, decidiu. Era um vulcão. E tal como um vulcão, não podia fugir de si mesma. Tinha de ficar ali e cuidar daquele terreno árido.
Podia plantar uma floresta inteira dentro de si."
In A Biblioteca da Meia-Noite, de Matt Haig
... já não sentia que existia unicamente com o propósito de servir os sonhos das outras pessoas. Já não pensava que só poderia sentir-se plenamente realizada se fosse uma versão imaginária perfeita de filha, de irmã, de companheira, de mulher, de mãe, de funcionária do mês ou de qualquer outra coisa além de um ser humano a orbitar com o seu exclusivo propósito e responsável por si mesma."
In A Biblioteca da Meia-Noite, de Matt Haig
É uma enorme revelação descobrir que o lugar para onde queríamos fugir é o mesmíssimo lugar de onde fugimos. Que a prisão não era o sítio, mas sim a perspetiva. E a descoberta mais peculiar que Nora fez foi a de que, de todas as variações extremamente diferentes de si que experimentara, a mudança de sentido mais radical aconteceu dentro de uma mesma vida. Aquela com que começou e na qual acabou."
In A Biblioteca da Meia-Noite, de Matt Haig
... sempre tivera dificuldade em aceitar-se. Desde que conseguia lembrar-se de si que tinha a sensação de que não era suficiente. Os pais, ambos com as suas inseguranças individuais, haviam fomentado muito a ideia.
Por isso, agora dava por si a imaginar como seria aceitar-se inteiramente. Aceitar cada erro que cometera. Aceitar cada marca no seu corpo. Aceitar todos os sonhos que não alcançara e todas as dores que sentira. Todos os desejos ou ânsias que reprimira.
Imaginou que os (...)
Vim morar num jardim. Não num jardim qualquer. Neste. Onde há flores de pétalas suaves e perfumadas e ervas daninhas de folhas rugosas e espinhosas. Um jardim (im)perfeito. Sim. Escolhi morar nesta terra que me sustenta, nesta pele florida que me molda. Que me convida a sentir. Porque, neste jardim, uma promessa antiga vive nas raízes. Bem me quero, me quero bem. Bem me quero, me quero bem. Fiz dela seiva. Alimento. E é, assim, que a cada dia me cuido, me nutro mais e mais. Sim. (...)
Como é que se perdoa? Depende. Não existe uma fórmula específica. Há quem nunca o faça, quem leve uma vida inteira e quem só precise de um instante. O importante é perdoar verdadeiramente, sem condições nem expectativas, sem pretensões. Perdoar apenas por ti mesmo, porque precisas disso para continuar. O perdão não é um favor concedido, é um privilégio que te permites. Uma liberdade que não anulará o sofrimento, pois esse ficará dentro de ti e fará sempre parte de ti (...)
Rendo-me. Deponho as armas. Dispo a armadura. Nua e indefesa desço ao abismo. Buraco fundo e escuro. Do chão, erguem-se fantasmas de dores antigas que encontram feridas por sarar. Das sombras, surgem memórias de medos que reforçam o aperto no peito. O tempo perde-se no ar frio que me pica a pele. Nua e indefesa, rendo-me. Entrego-me à escuridão. E no silêncio, a minha Alma preenche-se de sons doces e quentes. Uma voz melodiosa que sussurra promessas de Amor. O seu calor aquece-me de (...)