Adoro livros. Adoro ler livros. Adoro mergulhar nas suas histórias e fundir-me nelas. Adoro tudo o que está relacionado com livros. Até adoro estantes. Eu não sou eu se não tiver um livro para ler.
Adoro livros. Adoro ler livros. Adoro mergulhar nas suas histórias e fundir-me nelas. Adoro tudo o que está relacionado com livros. Até adoro estantes. Eu não sou eu se não tiver um livro para ler.
Tudo o que conhecia sobre si mesma tinha-se desmoronado. Tudo o que ela julgava ser, tudo aquilo que ela sabia sobre si jazia, aos seus pés, num monte de cacos. Durante dias, manteve-se ali, sentada no chão, rodeada pelos pedaços destroçados de si própria. A dor, qual abutre, pairava no alto, os seus olhos gulosos fixos nela. Sem aviso, descia sobre ela, cravando as suas garras afiadas na pele flagelada emergindo depois de beiços lambuzados de sangue e lágrimas. Uma donzela deitada (...)
Nuvens escuras enchem o céu carregadas de tempestade. O mar responde revolto com o som ensurdecedor das ondas a bater. O vento frio e cortante sacode com violência os seus longos cabelos claros mas ela mantém-se firme. Algo dentro de si, selvagem e desconhecido, despertou como que atraído pela tempestade. Cresce e ressoa com a força dos trovões e dos relâmpagos que rasgam e iluminam o céu. Sente a pele arrepiar-se e o seu corpo é percorrido por um frémito de excitação. Sente-se (...)
O Mundo bem poderia ser Paraíso. Se nos lembrássemos, se escutássemos a bela melodia que toca eterna dentro do nosso coração. Bem lá no meio de um oceano infinito, há uma ilha remota, isolada e verdejante. Uma ilha de beleza inimaginável. Um lugar de magia. Berço de Luz. Estrelas enchem o céu noturno e uma brisa, límpida e amena, sopra tranquila. Ela caminha descalça por entre as árvores. O tapete de erva é macio sob os seus pés e os seus longos cabelos brancos caem-lhe (...)
À noite no jardim, sob as estrelas, ela sonhava. Sonhava com a beleza suave e perfumada do jasmim. Sonhava com a força acolhedora do velho chorão. Com a liberdade selvagem e profunda do mar. Com a luz mágica e misteriosa da lua. Ali, enquanto dormia num leito verdejante sob um dossel de infinitas estrelas, tudo era maravilhosamente perfeito. Sonhava como seria se ela própria fosse feita dessa matéria etérea e sagrada. Sonhava como seria acreditar naquela voz sábia que canta melodia (...)
Raios de luz vibrante brilham por entre as árvores enquanto o Sol se põe no horizonte. Vêm-se, ao longe, pequenas estrelas e a Lua, ainda tímida, espreitando no céu. Um casal caminha de mão dada até ao lago. Aproxima o seu corpo do dela, abraçando-a, e beija-a. Beijos de língua. Demorados, sedutores. Lentamente, como se numa coreografia, despem as roupas e deitam-se lado a lado sobre a relva. Sem tirar os olhos dela, passeia a mão pela sua pele nua. Braços, barriga, coxas. O (...)
O sol põe-se no horizonte pintando o céu de tons de azul e violeta. Na suave brisa sente-se o aroma doce da primavera. Ela sonhou com aquele momento e, sorrindo, colhe flores silvestres enquanto caminha descalça em direção ao lago. Espalha pétalas vermelhas nas águas quentes e mergulha, qual sereia encantada. As estrelas brilham intensas, a Lua dá as suas bênçãos e ela venera o seu corpo despido. Ama as suas curvas e cicatrizes, a sua feminilidade. A pele molhada parece cintilar (...)
Lá fora a noite é fria e a Lua, guardiã dos amantes, sorri para nós. A lareira está acesa, a música toca, palco para o romance. Abraçados no sofá, conversamos, rimos, brindamos ao amor. Beijas-me delicadamente, reverenciando cada centímetro da minha pele, cada curva do meu corpo. O meu sangue fervilha de desejo e eu quero mais. Preciso de te sentir sobre mim, dentro de mim. Amas-me sem pressas, numa cadência lenta embriagando-me de prazer. Ah, o êxtase é intenso, reverbera por (...)