Adoro livros. Adoro ler livros. Adoro mergulhar nas suas histórias e fundir-me nelas. Adoro tudo o que está relacionado com livros. Até adoro estantes. Eu não sou eu se não tiver um livro para ler.
Adoro livros. Adoro ler livros. Adoro mergulhar nas suas histórias e fundir-me nelas. Adoro tudo o que está relacionado com livros. Até adoro estantes. Eu não sou eu se não tiver um livro para ler.
Um sonho pulsa na palma da sua mão. Uma luz brilhante, leve, doce. Na quietude da noite, ela sente o seu calor fluir para dentro de si. É um bálsamo para a sua alma entorpecida. Todas as noites, com o sonho na palma da sua mão, ela acrescenta-lhe uma cor, um cheiro, um toque. Um sabor, uma nota. Enriquecendo-o, nutrindo-o. No seu sonho, a sua vida é colorida, perfumada, quente. É picante, tem melodia. É um sonho tão rico em pormenores, tão vívido, que ela quase se sente a (...)
Tudo o que conhecia sobre si mesma tinha-se desmoronado. Tudo o que ela julgava ser, tudo aquilo que ela sabia sobre si jazia, aos seus pés, num monte de cacos. Durante dias, manteve-se ali, sentada no chão, rodeada pelos pedaços destroçados de si própria. A dor, qual abutre, pairava no alto, os seus olhos gulosos fixos nela. Sem aviso, descia sobre ela, cravando as suas garras afiadas na pele flagelada emergindo depois de beiços lambuzados de sangue e lágrimas. Uma donzela deitada (...)
O Mundo bem poderia ser Paraíso. Se nos lembrássemos, se escutássemos a bela melodia que toca eterna dentro do nosso coração. Bem lá no meio de um oceano infinito, há uma ilha remota, isolada e verdejante. Uma ilha de beleza inimaginável. Um lugar de magia. Berço de Luz. Estrelas enchem o céu noturno e uma brisa, límpida e amena, sopra tranquila. Ela caminha descalça por entre as árvores. O tapete de erva é macio sob os seus pés e os seus longos cabelos brancos caem-lhe (...)
Tudo é cinzento, pesado, feio, triste. A cidade de betão. As pessoas apressadas e cabisbaixas, os mendigos com as suas camas de papelão. O barulho ensurdecedor do trânsito e das obras intermináveis. O ar denso da poluição dos canos de escape. O cheiro podre dos caixotes do lixo a abarrotar, o odor a mijo nos becos escuros. As cores berrantes dos anúncios gigantes espalhados pelas ruas, cores que lhe magoam os olhos cada vez que levanta o olhar do passeio sujo. Sente que não (...)
existe uma magia superior; um poder que vem da terra que pisamos, do oceano e da floresta, da caverna mais funda até aos altos caminhos do sol e da lua. Quando o caminho à tua frente parecer escuro e difícil, quando não conseguires encontrar o caminho certo, recorre a esse poder para te guiar, pois dentro de todos nós, mesmos os mais pequenos, existe uma centelha desse grande fogo."
In A Harpa dos Reis, de Juliet Marillier
Sob o luar da madrugada, uma delicada neblina cobre o bosque. Pequenos raios de sol espreitam no horizonte com a promessa do novo dia. Com o seu vestido branco rendado, uma mulher aguarda no topo da montanha. Vê as primeiras cores pintarem o céu de amarelo e laranja e, como as flores abrem as suas pétalas ao sol, ela sente a magia florescer dentro de si. O céu ganha tons de rosa e violeta e ela dança em pleno êxtase pela beleza daquele momento único. Inspira a força da Terra, sente-a percor (...)