Adoro livros. Adoro ler livros. Adoro mergulhar nas suas histórias e fundir-me nelas. Adoro tudo o que está relacionado com livros. Até adoro estantes. Eu não sou eu se não tiver um livro para ler.
Adoro livros. Adoro ler livros. Adoro mergulhar nas suas histórias e fundir-me nelas. Adoro tudo o que está relacionado com livros. Até adoro estantes. Eu não sou eu se não tiver um livro para ler.
Rendo-me. Deponho as armas. Dispo a armadura. Nua e indefesa desço ao abismo. Buraco fundo e escuro. Do chão, erguem-se fantasmas de dores antigas que encontram feridas por sarar. Das sombras, surgem memórias de medos que reforçam o aperto no peito. O tempo perde-se no ar frio que me pica a pele. Nua e indefesa, rendo-me. Entrego-me à escuridão. E no silêncio, a minha Alma preenche-se de sons doces e quentes. Uma voz melodiosa que sussurra promessas de Amor. O seu calor aquece-me de (...)
Dei-te asas de branco puro
mas ainda não aprendeste a voar.
Que gaiola te impede de sair?
Dei-te a noite, a lua e as estrelas
mas não te atreves a sonhar.
Que pesadelos te atormentam?
Dei-te espelhos rendilhados de ouro
mas ainda não sabes quem és.
Que máscaras colocas todos os dias de manhã?
Dei voz ao teu coração
mas ainda não conheces a sua melodia.
Que ruídos insistes em escutar?
Dei-te a liberdade
mas serás tu verdadeiramente livre?
Um sonho pulsa na palma da sua mão. Uma luz brilhante, leve, doce. Na quietude da noite, ela sente o seu calor fluir para dentro de si. É um bálsamo para a sua alma entorpecida. Todas as noites, com o sonho na palma da sua mão, ela acrescenta-lhe uma cor, um cheiro, um toque. Um sabor, uma nota. Enriquecendo-o, nutrindo-o. No seu sonho, a sua vida é colorida, perfumada, quente. É picante, tem melodia. É um sonho tão rico em pormenores, tão vívido, que ela quase se sente a (...)
À noite no jardim, sob as estrelas, ela sonhava. Sonhava com a beleza suave e perfumada do jasmim. Sonhava com a força acolhedora do velho chorão. Com a liberdade selvagem e profunda do mar. Com a luz mágica e misteriosa da lua. Ali, enquanto dormia num leito verdejante sob um dossel de infinitas estrelas, tudo era maravilhosamente perfeito. Sonhava como seria se ela própria fosse feita dessa matéria etérea e sagrada. Sonhava como seria acreditar naquela voz sábia que canta melodia (...)
Lá fora a noite é fria e a Lua, guardiã dos amantes, sorri para nós. A lareira está acesa, a música toca, palco para o romance. Abraçados no sofá, conversamos, rimos, brindamos ao amor. Beijas-me delicadamente, reverenciando cada centímetro da minha pele, cada curva do meu corpo. O meu sangue fervilha de desejo e eu quero mais. Preciso de te sentir sobre mim, dentro de mim. Amas-me sem pressas, numa cadência lenta embriagando-me de prazer. Ah, o êxtase é intenso, reverbera por (...)