Adoro livros. Adoro ler livros. Adoro mergulhar nas suas histórias e fundir-me nelas. Adoro tudo o que está relacionado com livros. Até adoro estantes. Eu não sou eu se não tiver um livro para ler.
Adoro livros. Adoro ler livros. Adoro mergulhar nas suas histórias e fundir-me nelas. Adoro tudo o que está relacionado com livros. Até adoro estantes. Eu não sou eu se não tiver um livro para ler.
Falta-me o silêncio. Voa-me das mãos. Não. Sou eu que o solto das minhas mãos. Porque tenho medo. Medo do silêncio. Medo do seu poder. É melhor o ruído, entorpece-me os sentidos. Esfria-me a pele. Mas o silêncio teima em pousar-me nas mãos. Quente, doce. Canta. Quer ali ficar. Fazer das minhas mãos a sua morada. Solto-o, tenho medo. E sinto, de novo, o frio. Na pele. Dentro. No coração. Faz-me falta o silêncio. Sim. Falta-me o silêncio. Falta-me a fé.
Rendo-me. Deponho as armas. Dispo a armadura. Nua e indefesa desço ao abismo. Buraco fundo e escuro. Do chão, erguem-se fantasmas de dores antigas que encontram feridas por sarar. Das sombras, surgem memórias de medos que reforçam o aperto no peito. O tempo perde-se no ar frio que me pica a pele. Nua e indefesa, rendo-me. Entrego-me à escuridão. E no silêncio, a minha Alma preenche-se de sons doces e quentes. Uma voz melodiosa que sussurra promessas de Amor. O seu calor aquece-me de (...)
Gostava de olhar para o céu e perceber que somos tão pequenos. Se entendêssemos, na exatidão da pequenez, quão minúsculos somos, se calhar ficaríamos em silêncio, porque as palavras de nada valem."
In Vertigens, de Valentina Silva Ferreira