Adoro livros. Adoro ler livros. Adoro mergulhar nas suas histórias e fundir-me nelas. Adoro tudo o que está relacionado com livros. Até adoro estantes. Eu não sou eu se não tiver um livro para ler.
Adoro livros. Adoro ler livros. Adoro mergulhar nas suas histórias e fundir-me nelas. Adoro tudo o que está relacionado com livros. Até adoro estantes. Eu não sou eu se não tiver um livro para ler.
... sempre tivera dificuldade em aceitar-se. Desde que conseguia lembrar-se de si que tinha a sensação de que não era suficiente. Os pais, ambos com as suas inseguranças individuais, haviam fomentado muito a ideia.
Por isso, agora dava por si a imaginar como seria aceitar-se inteiramente. Aceitar cada erro que cometera. Aceitar cada marca no seu corpo. Aceitar todos os sonhos que não alcançara e todas as dores que sentira. Todos os desejos ou ânsias que reprimira.
Imaginou que os (...)
É o que se passa com a vida: estão sempre a acontecer coisas, pequenas e grandes, e há que manter os olhos bem abertos para não perder pitada. Uma formiga, um sonho, um olhar, um raio de luz, um amor."
In Onde tudo brilha, de Alice Kellen
Há pessoas que acreditam que somos as circunstâncias que encontramos na vida. Outros pensam que somos as decisões que tomamos todos os dias. Não sei o que sou, se sou um conjunto de circunstâncias ou um punhado de decisões. Talvez um conjunto de ambos. Ou nenhum. Não sei quem sou. Não sei o que faço ou o que quero fazer. Não sei nada, essa é a verdade. E já não estou preocupada em descobrir. Porém, se alguém me perguntasse o que sou, sei o que responderia. Giulio dizia que (...)
Dizem que o passado é feito de memórias e que o futuro nasce dos sonhos... O que já aconteceu não pode ser mudado e lamentá-lo é uma perda de tempo. E quem sabe o que está por vir. Ninguém sabe...
(...)
O presente é feito de instantes... Concentra-te nos momentos, nas pequenas coisas de cada dia e vive-as com o coração. Sonha com o amanhã e não te escondas do passado. Porque somos feitos de memórias... É o que somos."
In Quando não Houver Mais Estrelas para Contar, (...)
Um sonho pulsa na palma da sua mão. Uma luz brilhante, leve, doce. Na quietude da noite, ela sente o seu calor fluir para dentro de si. É um bálsamo para a sua alma entorpecida. Todas as noites, com o sonho na palma da sua mão, ela acrescenta-lhe uma cor, um cheiro, um toque. Um sabor, uma nota. Enriquecendo-o, nutrindo-o. No seu sonho, a sua vida é colorida, perfumada, quente. É picante, tem melodia. É um sonho tão rico em pormenores, tão vívido, que ela quase se sente a (...)
Tudo o que conhecia sobre si mesma tinha-se desmoronado. Tudo o que ela julgava ser, tudo aquilo que ela sabia sobre si jazia, aos seus pés, num monte de cacos. Durante dias, manteve-se ali, sentada no chão, rodeada pelos pedaços destroçados de si própria. A dor, qual abutre, pairava no alto, os seus olhos gulosos fixos nela. Sem aviso, descia sobre ela, cravando as suas garras afiadas na pele flagelada emergindo depois de beiços lambuzados de sangue e lágrimas. Uma donzela deitada (...)
O Mundo bem poderia ser Paraíso. Se nos lembrássemos, se escutássemos a bela melodia que toca eterna dentro do nosso coração. Bem lá no meio de um oceano infinito, há uma ilha remota, isolada e verdejante. Uma ilha de beleza inimaginável. Um lugar de magia. Berço de Luz. Estrelas enchem o céu noturno e uma brisa, límpida e amena, sopra tranquila. Ela caminha descalça por entre as árvores. O tapete de erva é macio sob os seus pés e os seus longos cabelos brancos caem-lhe (...)
Tudo é cinzento, pesado, feio, triste. A cidade de betão. As pessoas apressadas e cabisbaixas, os mendigos com as suas camas de papelão. O barulho ensurdecedor do trânsito e das obras intermináveis. O ar denso da poluição dos canos de escape. O cheiro podre dos caixotes do lixo a abarrotar, o odor a mijo nos becos escuros. As cores berrantes dos anúncios gigantes espalhados pelas ruas, cores que lhe magoam os olhos cada vez que levanta o olhar do passeio sujo. Sente que não (...)
À noite no jardim, sob as estrelas, ela sonhava. Sonhava com a beleza suave e perfumada do jasmim. Sonhava com a força acolhedora do velho chorão. Com a liberdade selvagem e profunda do mar. Com a luz mágica e misteriosa da lua. Ali, enquanto dormia num leito verdejante sob um dossel de infinitas estrelas, tudo era maravilhosamente perfeito. Sonhava como seria se ela própria fosse feita dessa matéria etérea e sagrada. Sonhava como seria acreditar naquela voz sábia que canta melodia (...)