Adoro livros. Adoro ler livros. Adoro mergulhar nas suas histórias e fundir-me nelas. Adoro tudo o que está relacionado com livros. Até adoro estantes. Eu não sou eu se não tiver um livro para ler.
Adoro livros. Adoro ler livros. Adoro mergulhar nas suas histórias e fundir-me nelas. Adoro tudo o que está relacionado com livros. Até adoro estantes. Eu não sou eu se não tiver um livro para ler.
Naquela altura, tinha quinze anos e nunca beijara ninguém, mas fantasiava frequentemente com isso. O que me interessava não era o ato de beijar em si mesmo, mas tudo o que girava em torno desse instante: fechar os olhos lentamente, as borboletas a bater as suas asas, os violinos a soar em pano de fundo, os calcanhares a subir..."
In Onde tudo brilha, de Alice Kellen
Crescer é uma porcaria. Não o façamos nunca. Fiquemos sempre assim, a viver na floresta e a lançar feitiços e a comer chocolate com purpurinas ao pequeno-almoço."
In Onde tudo brilha, de Alice Kellen
Sabemos que estamos a abandonar a infância quando já não paramos para observar tudo o que brilha: as partículas de pó a flutuar em redor da janela, que antes eram um rasto evidente de uma fada traquina, o resplendor do papel de alumínio que envolve o lanche da manhã, o gume das tesouras, o sol a refletir em redor (nas folhas das árvores, nas lentes dos óculos, nas maçanetas das portas, nos brincos da nossa mãe). Já não nos impressiona. Já não o vemos."
In Onde tudo (...)
Costumo deitar-me na cama, contemplar os planetas que pintei no teto há anos e perguntar-me porque estou aqui, se há alguma razão que justifique a minha existência. Deve ser a única coisa que todos os seres humanos têm em comum: essa dúvida."
In Onde tudo brilha, de Alice Kellen
Aprendeu que a verdade não tem dono, que é duro demais existir e que ninguém precisa de ajudar ninguém a sofrer. O sofrimento vem sozinho, tem pernas, mais cedo ou mais tarde ele aparece; o que a gente tem de buscar é a alegria, essa esconde-se delicada na correria dos dias, não se oferece de pronto, quer ser encontrada, surpreendida, amada."
In Tudo é Rio, de Carla Madeira
... estamos habituados a ver apenas um lado das coisas e comportamo-nos como se essa pequena parte do que conhecemos fosse um todo absoluto. A minha verdade, a minha razão. Tão simples assim. No entanto, não é assim tão linear. Esquecemo-nos de que cada pessoa vê o seu lado particular das coisas, o seu pequeno fragmento que também se funde com o todo. A sua verdade, a sua razão."
In Quando não Houver Mais Estrelas para Contar, de María Martínez